lugar

diante da correnteza
desses dias
Donizete Galvão

.ao chegar
.            aqui já não
.            sabia ao
.certo o que
.passara até
.                    então
.
.as razões pelas
.quais as coisas
.tornaram-se o que
.agora
.são são
.             sempre vagas
.
.e então
.a vida é mesmo
.assim
.           não se
.              sabe nunca:
.
.as mãos por
.debaixo dos
.    panos como
.segredos à luz
.
.depurações e
.                 depurações
.
.o que ainda há
.              de ser é
.                   sempre
.          ainda só
.um nunca
.
.
.e não
.              se poderia
.deixar suceder
.          falta de
.nunca nenhum
.
.porque ao chegar
.aqui
.       só se pode
.                          andar
.                          adiante
.
.afinal de rio
.    é que
.somos feitos
.
.e não há
.          nada já
.           feito no
.mundo que
.    não tenha
.um dia sido
.agora

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